Quem eram os Clubbers dos Anos 90?

quem eram os clubber dos anos 90

Os Clubbers dos anos 90 não eram apenas jovens que frequentavam festas. Sim, gostávamos de festas, mas tinham muitos mais coisas envolvidas e vou te explicar tudo neste post.

Meu nome é Marcelo e eu vivi esse boom do Movimento Clubber aqui em São Paulo, então muitas informações que você irá ler por aqui, tem pesquisas e claro a minha participação.

Os Clubbers eram parte de uma subcultura única que abraçava o diferente, o fora do comum.

Imagine estar em meio a um turbilhão de luzes e sons, sentindo uma conexão instantânea com quem está ao seu redor, mas, ao mesmo tempo, buscando algo mais profundo: uma forma de expressão, pertencimento e liberdade.

Vou te contar uma coisa, foi essa sensação indescritível de luzes e sons que me fizeram me apaixonar pelas baladas dos anos 90, foi amor à primeira vista pra mim.

Muitos desses jovens (inclusive eu) estavam à procura de um escape para as coisas que carregavam no dia a dia – a pressão social, o preconceito, a falta de aceitação.

E ao mesmo tempo, havia um desejo intenso de experimentar uma liberdade física e emocional, de se libertar das amarras da sociedade e viver intensamente cada momento nas pistas de dança.

Mas quem eram, afinal, esses clubbers? E por que eles marcaram uma geração?

O que significa o termo “Clubber”?

flyer sound factory 1997 - quem eram os clubbers

O termo clubber surgiu para definir aquelas pessoas que frequentavam assiduamente clubes noturnos e raves, principalmente nos anos 80 e 90.

Ser um clubber não era apenas sair para dançar. Era um estilo de vida, uma identidade.

Para muitos, isso envolvia a música eletrônica como pano de fundo (techno, drum´n´bass, jungle, house, etc), mas também uma ideologia de liberdade, inclusão e não conformidade.

O clubber abraçava o visual excêntrico, as roupas coloridas (A Mando do Rei, Será o Benedito, Abrigo Nuclear, A Mulher do Padre, Escola de Divinos), acessórios extravagantes, os piercings e, acima de tudo, uma postura de celebração da individualidade.

Como surgiu o termo Clubber fora do Brasil?

A cultura clubber teve suas raízes fora do Brasil, principalmente em países como Inglaterra e Alemanha, onde o cenário de clubes noturnos explodiu no final dos anos 80.

O advento da música eletrônica, especialmente do techno e house, deu início a um movimento que combinava música, moda e comportamento social.

Esses jovens, os clubbers, eram vistos como rebeldes que buscavam uma nova forma de socialização, diferente dos espaços tradicionais.

A ideia de escapar das normas sociais, unida ao espírito de celebração coletiva, fez com que os clubes noturnos se tornassem refúgios para aqueles que se sentiam marginalizados ou desajustados.

A chegada dos Clubbers no Brasil

No Brasil, o movimento clubber chegou com força nos anos 90, especialmente nas grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.

A juventude brasileira abraçou o movimento, adaptando-o à nossa realidade cultural. Além da música eletrônica, que já começava a dominar as festas, os clubbers dos anos 90 no Brasil adicionaram um toque tropical e criativo ao movimento.

Festas em locais inusitados, como galpões abandonados e praias, se tornaram comuns. O estilo clubber aqui foi adotado como uma forma de expressão contra as normas sociais e, muitas vezes, como um grito de liberdade em um período pós-ditadura.

Qual a ideologia por trás dos Clubbers?

A ideologia clubber sempre esteve ligada à ideia de liberdade. Liberdade de expressão, de identidade e de pertencimento.

Para muitos, ser um clubber significava fugir das pressões do mundo exterior e encontrar um espaço onde poderiam ser eles mesmos, sem julgamentos. Eu era assim também, trabalhava durante a semana e no final de semana me jogava nos roles e podia curtir tudo de uma forma diferente com as pessoas que também queriam buscar essa liberdade.

Além disso, o clubber pregava a inclusão, diversidade e a quebra de barreiras.

Em um clube, não importava quem você era ou de onde vinha. A pista de dança era um lugar onde todos eram bem-vindos, independente de classe social, cor ou orientação sexual.

Vou citar alguns dos clubes mais movimentados da noite paulistana:

  • Sound Factory
  • Espaço Nation
  • Hell´s Club
  • Toco
  • Over Night
  • A Loca
  • The Warriors
  • E muitos outros espalhados pela cidade.

Esse espírito de união e aceitação é uma das principais razões pelas quais o movimento clubber deixou um legado tão forte.

A Moda e o Estilo dos Clubbers

A moda clubber era tão importante quanto a música. Então ambos andavam sempre alinhados.

Estilos excêntricos, roupas futuristas, cores neon e acessórios que muitas vezes remetiam a uma estética cyberpunk eram marcas registradas.

A ideia era chamar atenção, quebrar padrões estéticos e, ao mesmo tempo, expressar uma identidade única.

O visual clubber era uma mistura de influências da música eletrônica, com toques de futurismo e, muitas vezes, de humor e ironia.

Esse visual permitia que os clubbers dos anos 90 criassem uma persona, uma versão deles mesmos que pudesse se destacar em meio à multidão, ou seja, o clubber tinha sua marca registrada.

A Importância da Música para os Clubbers

A música eletrônica foi, sem dúvida, o coração da cultura clubber.

Gêneros como house, techno, underground e drum’n’bass dominavam as festas.

Os DJs eram os maestros dessas noites intermináveis, e o papel deles era criar uma atmosfera que transcendesse o comum.

Para muitos clubbers dos anos 90, a música eletrônica era mais do que apenas um som. Era uma experiência sensorial, algo que permitia uma conexão profunda com o ambiente e com as pessoas ao redor.

Vou te contar minha experiência em relação à música nas baladas.

Cada música era única e tinha suas peculiaridades, e quando uma música tocava a alma junto com aquelas luzes piscantes, era só fechar os olhos, dançar como se ninguém estivesse te olhando e se conectar com outra dimensão.

É difícil explicar em palavras, afinal é um sentimento, mas sim, todos os clubber tinham esta mesma vibe nos anos 90.

O Legado dos Clubbers dos Anos 90

Embora o movimento clubber tenha perdido força ao longo dos anos (para mim tudo terminou quando fechou a Over Night em 2001), seu legado ainda é sentido na música eletrônica, na moda e na cultura de festas.

Muitos dos valores pregados pelos clubbers dos anos 90 – como a aceitação, a inclusão e a celebração da diversidade – continuam presentes em muitos dos movimentos culturais de hoje.

O visual excêntrico e a busca por uma forma de expressão única também podem ser vistos em várias subculturas contemporâneas.

Conclusão

Os clubbers dos anos 90 foram muito mais do que jovens que iam a festas. Eles criaram uma subcultura baseada na liberdade, inclusão e celebração da individualidade.

Embora o movimento tenha perdido força, sua influência ainda é sentida na música, na moda e na cultura contemporânea nos dias de hoje.

FAQ – Perguntas Frequentes

1. O que é um clubber?

Clubber eram os jovens que frequentavam clubes noturnos e festas de música eletrônica, especialmente nos anos 90, e adotava esse estilo de vida como parte de sua identidade.

2. Qual a origem da cultura clubber?

A cultura clubber surgiu principalmente na Europa, em países como Inglaterra e Alemanha, nos anos 80, e se espalhou pelo mundo nos anos seguintes, chegando com força ao Brasil nos anos 90.

3. Qual a importância da música eletrônica para os clubbers?

A música eletrônica era o coração da cultura clubber. Gêneros como house e techno eram o pano de fundo das festas e raves frequentadas pelos clubbers.

4. Por que o movimento clubber foi importante?

O movimento clubber foi importante por promover valores de inclusão, diversidade e liberdade de expressão, além de influenciar a moda e a música da época.

5. O movimento clubber ainda existe?

Embora o movimento clubber tenha perdido força, sua influência ainda é visível em várias subculturas e na música eletrônica atual, porém não com a mesma magia dos anos 90.

Algumas Referências

Almeida, João. (2020). A Cultura Clubber e Suas Influências na Música Eletrônica. São Paulo: Editora Cultura Pop.

Silva, Maria. (2021). Clubbers e a Revolução Cultural dos Anos 90. Rio de Janeiro: Editora Digital Trends.

Souza, Pedro. (2019). Da Pista à Passarela: A Moda Clubber e Seus Impactos. Curitiba: Moda e Estilo Press.

Oliveira, Luiza. (2022). Clubbers no Brasil: Um Olhar Sociológico. Belo Horizonte: Editora Acadêmica.

Santos, Ricardo. (2023). A Ideologia Clubber: Liberdade e Expressão. Florianópolis: Estudos Culturais Editorial.

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